terça-feira, 11 de junho de 2013

Meu Tudo

Fonte: http://firmadosnosenhor.blogspot.com.br
Mesmo quando me esqueço,
Mesmo quando não me aconteço,
O Senhor está lá!

Mesmo quando adormeço,
E nem sonho, ou sonho que só deço,
Ainda assim o Senhor está lá!

Mesmo se tudo diz que é o fim,
Mesmo que as narinas não respirem,
Mesmo que eu ache que expire,
Mesmo que o abismo me evoque,
Mesmo que a morte bem suave em mim toque,
Sei que o Senhor sempre vai comigo estar!

Sei que o Senhor vai cuidar!
Sei! Eu sei! Já andei nestes vales!
Eu sei! Já naveguei nestes mares,
Já estive cega neste escuro,
Já estive presa em tantos muros,
E o Senhor sempre esteve lá!

Sei que nem altura, nem profundidade,
Nem loucura, nem vaidade,
Nem outrora, nem porvir,
Nem agora, nem o ar, nem o que nele há,
Nem a falta dele há de me separar,
Do teu grande amor que me abraçou na forma de Cruz,
Que está revelado em quem mais amo na vida,
Em meu tudo, em meu Santo Cristo Jesus!

Amém, amém e amém!!!

Gláucia Carvalho

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dia de ventania

Depois de ver meu pai em uma UTI sem perspectivas de melhoras...
Depois de longos dias tristes e uma inacreditável melhora...
Fico a pensar se tudo realmente está bem...
Este poema traduz perfeitamente meus sentimentos!
Obrigada "amiga" (se assim já a posso chamar) Gláucia rs

Este dia teve todos os tempos
Agora, chove uma chuva de vento,
E ao longe escuto trovões.
Assim vagam meus pensamentos,
Distantes num mesmo trem
Separados por tantos vagões

É vago o instante de agora,
Nem sei bem o que sentir
Se é hora de aquietar-me os trovões,
Se é hora de assim mesmo partir.

Tenho pavor desta mágoa,
De não saber o que virá após,
Tenho pavor desta água,
Que desce ao relento como nós...

Sem destino, sem um lugar certeiro,
Levada a regatos e alguns canteiros,
Separando ainda mais o que sobrou.
Feito dia, a claridade sombria,
Mostra o pouco que restou...

E vem chuva e eu vou chovendo também,
Vou molhando alguns lugares,
Em milênios talvez eu me junte aos poucos,
E me encontre em qualquer um,
Dos sete mares.

Gláucia Carvalho
25.09.2008

Fonte: http://carvalhoglaucia.blogspot.com.br

terça-feira, 26 de março de 2013

Madame Bovary - Flaubert

Fonte: http://www.spectrumgothic.com.br
“ Contudo não era feliz, nunca o havia sido. De onde vinha, pois, aquela insuficiência da vida, aquele apodrecimento instantâneo das coisas em que se apoiava? Mas se existia, fosse onde fosse, um belo e forte, uma natureza valorosa, cheia ao mesmo tempo de exaltação e de requintes, um coração de poeta com forma de anjo, lira com cordas de bronze, desferindo para o céu epitalâmios elegíacos por que acaso não o encontraria ela? Que impossibilidade! Nada, afinal, valia a pena procurar-se; tudo mentia! Cada sorriso ocultava um bocejo de enfado, cada alegria uma maldição, todo prazer o seu desgosto, e os melhores de todos os beijos não deixavam nos lábios senão uma irrealizável ânsia de voluptuosidade mais intensas.” (p. 336)

Uma homenagem para nós... mulheres...

Fonte: http://atualidadesp.blogspot.com.br
Pela diversidade de seu caráter, alternativamente mística ou alegre, faladora, taciturna, arrebatada, indolente, desperta mil desejos, evocando instintos ou reminiscências. A apaixonada de todos os romances, a heroína de todos os dramas, a vaga "ela" de todos os volumes e versos. Acha nos ombros a cor de âmbar da "odalisca no banho"; tem o colete pontiagudo das castelãs feudais; assemelha-se também à "mulher pálida de Barcelona", mas é principalmente anjo! (Madame Bovary - Flaubert - p. 314)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Madame Bovary - Flaubert

Fonte: http://contosencantar.blogspot.com.br
Léon reaparecia-lha mais alto, mais belo, mais suave, mais impreciso. Mas, à lembrança da baixela de prata e das facas de madrepérola, ela não estremecia tanto quanto ao lembrar-se do seu riso ou da sua dentadura alva. Vinham-lhe à memória palavras mais melodiosas e penetrantes do que o som de uma flauta, do que a harmonia dos bronzes; olhares incendiados, que ela havia surpreendido, com girôndolas de cristal. E o perfume de sua cabeleira, a suavidade de seu hálito faziam-na inalar o ar com mais intensidade que a tepidez das estufas cálidas, que o perfume das magnólias. Embora longe, êle não a deixara, estava ali; e as paredes da casa pareciam conservar sua sombra. Ela não podia arrancar os olhos do tapete em que êle pisara, das cadeiras vazias em que se sentara. O riacho continuava correndo, impelindo lentamente suas pequenas ondas na margem escorregadia. Êles muitas vêzes haviam passado por ali ao som daquele murmúrio das ondas nos seixos cobertos de musgo. Que bons dias tinham vivido, que tardes suaves, sozinhos, à sombra, no fundo do jardim! (...) (p. 148)

quarta-feira, 13 de março de 2013


"Sou um pouco de todos que conheci, um pouco dos lugares que fui,  um pouco das saudades que deixei  e sou muito das coisas que gostei."
Antoine de Saint-Exupéry

Fonte: http://estorias-trenga.blogspot.com.br

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Minha carta especial



A Rafael, filho de Sonia e Itamar

Seja bem vindo a este mundo pequeno Rafael! Mesmo que digam que este mundo anda meio cheio de problemas, acredite: é o mundo de duas pessoas que se encontraram e unidas pelo amor hoje te presenteiam com esse mundo...Não te preocupes pequeno anjo....O amor de teus pais será tua proteção eterna...tuas dores serão as mãos de tua carinhosa mãe que irão ameniza-las...A descoberta das mais doces brincadeiras...teu pai as revelarão....Mimos...um...teus avós com certeza te garantirão...
É Rafael... bem vindo a esse mundo que mesmo tão virtual ainda permite que te escreva essa carta que provavelmente só irá ler com teus próprios olhos daqui alguns longos anos mas saberá que foi escrita por alguém que avessa a tecnologia teve em sua mãe a mais fiel das tutoras...
Seja bem vindo Rafael..a vida é uma festa e agora você faz parte dela...Tu vais crescer na graça, sabedoria e afeto de Deus!
Um abraço,

Kelly Adriani Ferretti

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Saber Viver - Cora Coralina

Fonte: chega-junto.blogspot.com

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar


know how to live - Cora Coralina

I don´t know ... If life is short
Or long for us,
But I know that nothing that we live
It makes sense, if we don´t touch people's hearts.

Often simply be:
Lap hosting,
Arm which involves,
Word that comforts,
Silence regards,
Joy that is contagious,
Tears flowing,
Look caressing,
Wish that satisfies,
Love it promotes.

And this isn´t something from another world,
It is what gives meaning to life.
This is what makes it

There isn´t short
Not long too,

But that is intense,
True, pure ... While it lasts

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Fonte: vidacontemplativa.wordpress.com
I don´t have the patience those do nothing while they wait to pass lull. I don´t have illusion of just waiting for the storm to cease. I don´t have laziness of those pretend dynamism, antecipating fears that hasn´t yet come.

I break the shackles of myself, and my labor in childbirth, in search of light. I can´t comply with many shadows of ferns cutting my way. We must to grow toward the sun. And growing, contemplate another time the portions of golden sunflowers. After, further, be more radiant, aware that there are in other bands estrangement, learning, accommodation, sloppiness and over again Decision.

And then I decide, with more certainty yet, that don´t stop here, nor there.

Stations
Gabriel Chalita


Não tenho a paciência dos que nada fazem enquanto esperam passar a calmaria. Não tenho a ilusão dos que apenas aguardam cessar a tempestade. Não tenho a preguiça dos que fingem dinamismo, antecipando temores pelo que ainda nem veio.

Eu rompo os grilhões de mim mesmo, e parto em parto meu, em busca de luz. Não me posso conformar com tantas sombras de avencas rendilhando meu caminho. É preciso crescer em direção ao sol. E, crescendo, contemplar de outra altura os quinhões de dourado dos pseudonimados girassóis. Depois, estar mais adiante, radiante, ciente de que por outras bandas também há estranhamento, aprendizado, acomodação, desleixo e outra vez decisão.

E aí eu decido, com mais certeza ainda, que não paro por aqui, Nem por ali.

Estações
Gabriel Chalita